Morre Capitán, o cão que passou 11 anos visitando o túmulo do seu dono

O animal levou um ano para encontrar a tumba do amigo. Ele faleceu aos 16, com insuficiência renal

Há 11 anos, o vira-lata Capitán atravessava diariamente o cemitério municipal da localidade de Villa Carlos Paz (província de Córdoba, Argentina) por volta das 18h para se deitar junto ao túmulo de seu dono, Miguel Guzmán, que morreu em 2006. O fiel amigo tinha 16 anos. Sofria de insuficiência renal crônica, o que lhe provocava vômitos e um estado de sonolência. Havia perdido a visão e mal conseguia caminhar. Apesar disso, Capitán continuava cumprindo o seu compromisso de permanecer ao lado dos restos do seu dono. No último domingo, porém, os zeladores do local não o viram passear entre as tumbas, como de costume; em vez disso, o encontraram caído num banheiro do cemitério, sem vida.

Há uma década, os funcionários do cemitério começaram a observar as visitas pontuais desse cachorro preto. Em 2012, sua história se popularizou, e alguns meios de comunicação argentinos publicaram seu perfil. A fama ultrapassou fronteiras, e o programa francês 30 Million d’Amis viajou até o cemitério para gravar uma reportagem sobre ele. “Nota-se que gostava muito do seu dono, faz muitos anos que está por aqui. Vai para a sua casa, mas volta. Muitas vezes quiseram levá-lo embora, mas ele vem para cá”, comentou uma vendedora de flores do cemitério ao jornal local La Voz del Interior, primeiro veículo a falar sobre o animal.

Ainda hoje, quem o conhecia se perguntava como ele conseguiu encontrar o túmulo do seu dono. Segundo a família de Guzmán, o cachorro sumiu dias depois da morte do homem. Deram-no por perdido até que, um ano depois, durante uma visita ao cemitério, encontraram-no vigiando a sepultura. “Quando fomos com meu filho ao cemitério, o encontramos por lá. Damián começou a gritar, e o cachorro se aproximou de nós ganindo, como se chorasse”, relatou a viúva de Guzmán ao La Voz. A família contou que tentou levar o animal de volta para casa, mas após várias tentativas o bicho voltava para junto dos restos de seu dono.

Nos últimos anos de sua vida, a Fundação Protetora de Animais (FUPA) alimentava Capitán e se encarregava de cuidar da sua saúde.“Detectamos o problema renal nele há quatro anos, e todo este tempo estivemos cuidando dele com ração especial e medicamentos”, disse o veterinário Cristian Stempels, que tratou do cachorro até a sua morte.

Vários moradores de Villa Carlos Paz pediram que Capitán seja enterrado junto com Guzmán e que um monumento seja construído para recordar sua história. Por razões legais, fontes municipais anteciparam que é possível que seus restos sejam depositados em uma praça em frente ao cemitério. “Este cão nos dá uma lição. Os humanos deveriam valorizar mais as lembranças dos que se vão. Os animais nos ensinam muita fidelidade”, disse o diretor do cemitério, Héctor Baccega, ao jornal Clarín.

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Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/02/20/internacional/1519142033_450757.html

Fã de carro é enterrado dentro do próprio automóvel na China

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Um homem da província de Hebei, no nordeste da China, teve o seu último desejo atendido por sua família e foi sepultado dentro do próprio veículo.

O jornal local “Shine” publicou as imagens do funeral, no qual uma escavadeira aparece colocando o carro em uma fundação no meio de um espaço construído para dar descanso ao veículo e ao seu dono.

O homem, de sobrenome Qi, era morador do município de Baoding, e foi enterrado no último dia 28. Ele deixou a última vontade escrita no testamento.

No texto, ele dizia que queria ser enterrado no seu próprio carro, em vez de um caixão tradicional.

O automóvel em questão é um antigo Hyundai Sonata avaliado em cerca de 10 mil iuanes (pouco menos de R$ 6 mil).

Um vídeo publicado na rede social Weibo mostrando o enterro já tem 238 milhões de visualizações.

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Fonte: https://g1.globo.com/carros/noticia/fa-de-carro-e-enterrado-dentro-do-proprio-automovel-na-china.ghtml?utm_source=whatsapp&utm_medium=share-bar-smart&utm_campaign=share-bar

Começa nesta quinta-feira (1°/3) nova fase do eSocial para as grandes empresas

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Nesta etapa, empresas com faturamento anual superior a R$78 milhões já precisam incluir no sistema dados referentes aos seus trabalhadores.
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Começa nesta quinta-feira (1°/3) a segunda fase de implantação do eSocial destinada a empresas com faturamento anual superior a R$ 78 milhões. Nesta fase, os grandes empregadores já deverão incluir no sistema informações relativas aos seus trabalhadores e seus vínculos com as empresas, como admissões, afastamentos e demissões, por exemplo.

Essa segunda fase integra a etapa inicial de implantação do eSocial destinada aos grandes empregadores do país. Ao todo, estão incluídas neste primeiro grande grupo mais de 14,4 mil empresas e 15 milhões de trabalhadores. Essa primeira etapa foi dividida em cinco fases, distribuída entre os meses de janeiro, março – que acontece a partir de agora – maio e julho deste ano e janeiro de 2019, nas quais as grandes empresas do país deverão gradativamente incluir suas informações no eSocial.

Os grandes empregadores deverão enviar os dados de seus trabalhadores – também conhecidos como eventos não periódicos – nos prazos definidos no Manual de Orientação do eSocial (MOS) para cada evento. É importante destacar que  os empregadores que não observarem o prazo para o envio de cada ciclo de informações não conseguirão incluir os dados dos novos ciclos, já que as etapas iniciais são pré-requisitos para inclusão das informações nas fases seguintes. Além disso, as empresas que não observarem os prazos ficarão sujeitas a penalidades e multas.

É importante destacar que  os empregadores que não observarem o prazo para o envio de cada ciclo de informações não conseguirão incluir os dados dos novos ciclos, já que as etapas iniciais são pré-requisitos para inclusão das informações nas fases seguintes. Além disso, as empresas que não observarem os prazos ficarão sujeitas a penalidades e multas.

O Comitê Gestor do eSocial destaca que, depois de concluída a primeira fase – em que os dados cadastrais dos empregadores passaram a integrar a base do eSocial – começa nesta quinta-feira uma etapa fundamental para o projeto. A partir de agora, o eSocial passa, de fato, a contar com  os vínculos trabalhistas em sua base. “Hoje, nós estamos nesta fase de construção deste grande sistema,  mas  quando tivermos a base completa, entraremos na fase de desoneração em que dispensaremos o setor empresarial de diversas obrigações que hoje são exigidas desse público. O ganho de produtividade para o país será imenso”, enfatiza.

Além dos avanços que traz ao setor produtivo – por meio da redução de burocracia e do ganho de produtividade – o eSocial trará benefícios importantes à classe trabalhadora já que será capaz de assegurar de forma mais efetiva o acesso aos direitos trabalhistas e previdenciários. Com o eSocial plenamente implementado, o histórico trabalhista de cada trabalhador estará vinculado ao seu CPF no sistema, garantindo mais transparência e segurança jurídica para patrões e empregados.

Próximas etapas

A partir do próximo mês de julho, o eSocial dá início a segunda etapa de implantação do programa destinada a todos os demais empregadores privados do país, incluindo micro e pequenas empresas e MEIs. Para este segundo grupo, o processo de incorporação ao programa também se dará de forma escalonada entre os meses de julho, setembro e novembro de 2018 e janeiro de 2019. Já para os empregadores públicos, o processo de implantação ao eSocial começa em janeiro de 2019 e segue até o mês de julho do ano que vem.

Quando totalmente em operação, o eSocial representará a substituição de até 15 prestações de informações ao governo – como GFIP, RAIS, CAGED e DIRF – por apenas uma, reduzindo, na prática, custos, processos e o tempo gastos hoje pelo setor produtivo com o cumprimento de obrigações fiscais, trabalhistas e previdenciárias com o poder público.

Confira o calendário completo de implantação do eSocial:

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Fonte: http://portal.esocial.gov.br/noticias/comeca-nesta-quinta-feira-1deg-3-nova-fase-do-esocial-para-as-grandes-empresas

Empresa faz venda online de caixão, sepultura, cremação e plano funerário

Siderlei Gonçalves criou a WebLuto, plataforma de e-commerce que vende serviços funerários

 

Com a morte de um parente, a família pode se sentir perdida ao ter que tomar as providências para o funeral, desde velório até sepultamento ou cremação do corpo. E ainda sem fazer ideia de quanto vai gastar.

De olho nesse filão do mercado, o empresário Siderlei Gonçalves, 45, lançou em abril deste ano, em Taboão da Serra (SP), a startup WebLuto, uma plataforma de e-commerce e marketplace para venda de serviços funerários, sepulturas em cemitérios particulares, cremações, exumações, planos funerários e arranjos para condolências, entre outros. O investimento foi de R$ 350 mil. A projeção de faturamento é de R$ 300 mil mensais, em média, a partir do 2° semestre deste ano.

 

Ajudar a vencer a burocracia num momento difícil

Em cidades onde o serviço funerário é municipalizado, como São Paulo, a WebLuto só presta serviço de assessoria funerária.

“Presenciei durante muitos anos a dificuldade da família de resolver questões relativas ao luto. Além de estar passando por um momento delicado, a família tem que enfrentar a burocracia e o desgaste de contratar serviços para o funeral e nem saber quanto vai gastar. A plataforma centraliza todos esses serviços”, diz Gonçalves, que trabalhou por 18 anos no Grupo Memorial, voltado ao segmento funerário. Saiu da empresa em dezembro de 2016 para criar a startup.

Gonçalves diz que a empresa irá faturar em cima da taxa de adesão para credenciamento de empresas do setor à plataforma e das transações realizadas dentro do e-commerce (taxadas de 5% a 25%).

 

Cemitério tem taxa de adesão de R$ 4.000

Segundo Gonçalves, a empresa está na fase de prospecção e credenciamento de cemitérios, crematórios, funerárias, floriculturas e demais prestadores de serviços que atuam no segmento. Até agora, a WebLuto tem cerca de 300 prestadores afiliados. A meta é chegar a 1.200 prestadores em 12 meses.

Ele diz que, para estarem credenciados na WebLuto, os parceiros (exceto as floriculturas) têm de pagar uma taxa de adesão única, cujos preços variam de R$ 2.000 (funerárias) a R$ 4.000 (cemitérios). “As empresas têm na WebLuto uma alternativa para geração de negócios.”

 

Funeral custa a partir de R$ 2.100

Na WebLuto, funerais custam a partir de R$ 2.100. Os preços dependem do padrão de atendimento escolhido e podem variar de acordo com a distância do translado do corpo até o local do sepultamento ou cremação.

Segundo Gonçalves, não é possível comprar apenas o caixão, por exemplo. “Não se vendem itens. Só é possível contratar o serviço completo”, declara.

Planos funerários individuais oferecidos por parceiros na plataforma da WebLuto têm preços de R$ 15 (dependentes com idade até 65 anos) a R$ 99 (dependentes com 80 anos de idade na data de adesão), por mês. Para adesão com mais de quatro dependentes, o sistema aplica desconto de 20% sobre o valor total. O plano funerário tradicional inclui higienização, preparação e translado do corpo, caixão e ornamentação e a organização do velório, entre outros.

Outro serviço que a WebLuto oferece é o MeAjuda24h, uma assessoria funerária voltada para cidades que possuem atendimento funerário municipalizado, como São Paulo.

“Por telefone, o cliente é orientado sobre as providências a serem tomadas, e a empresa coloca um agente para acompanhar a família nos trâmites necessários para o funeral, sepultamento ou cremação”, diz o empresário. O serviço MeAjuda24h custa a partir de R$ 500.

Há também o app WebLuto (disponível para Android e em breve para iOS), por meio do qual o cliente pode acionar a assessoria funerária e contratar serviços.

 

Há mais de 60 decisões para preparar um funeral

Gisela Adissi, 43, presidente da Associação dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Acembra) e do Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep), afirma que são mais de 60 decisões que a família deve tomar diante da morte de algum parente.

“Registrar o óbito no cartório, quem contratar, se será enterro ou cremação, local e horário do velório, que tipo de caixão, comprar jazigo e reunir documentação são algumas delas. É uma sequência de ações, mas a maioria das famílias não está preparada para isso”, afirma.

Segundo ela, é importante criar uma consciência nas pessoas de como proceder em caso de morte de alguém da família. “Financeiramente, ninguém está preparado para um funeral. Da mesma forma que temos plano de saúde, seguro-saúde ou seguro do carro, deveríamos ter um plano funerário”, declara.

 

Empresa deve ter controle logístico dos fornecedores

Adriano Augusto Campos, consultor do Sebrae-SP, diz que o negócio da WebLuto oferece praticidade para quem procura esses serviços de luto num mesmo lugar.

“Ter uma plataforma que agrega parceiros e prestadores de serviço facilita a compra do cliente, que necessita fazer aquela compra e até aceita pagar mais caro por isso. É como um shopping do luto, onde você encontra tudo de que precisa”, declara.

Outro diferencial da empresa, diz Campos, é o atendimento 24 horas, “especialmente para famílias que não têm nenhuma referência ou seguro”.

O consultor diz, no entanto, que a empresa precisa ter “uma boa base de fornecedores” e em quantidade para atingir o país todo. “E o atendimento tem de ser, de fato, 24 horas e impecável”, declara.

“Se algum dos fornecedores não cumprir o prazo, por exemplo, isso reflete na WebLuto, e o cliente não diferencia quem errou. A empresa deve ter um controle logístico muito apurado”, afirma.

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Fonte: https://economia.uol.com.br/empreendedorismo/noticias/redacao/2018/05/08/startup-webluto-venda-online-sepultura-cremacao-plano-funerario.htm

Após sete meses, Tribunal de Contas destrava concessão de cemitérios de SP

Processo estava parado em sua fase inicial desde o final de setembro de 2017

Ornamento em jazigo do cemitério do Araçá, zona oeste da capital paulista – Eduardo Knapp/Folhapress

 

SÃO PAULO – O TCM (Tribunal de Contas do Município) autorizou a Prefeitura de São Paulo a dar andamento no processo de concessão dos 22 cemitérios, do crematório da Vila Alpina e do serviço funerário da cidade.

O processo foi barrado pelo TCM no final de setembro de 2017, ainda em sua fase inicial, chamada de PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse), e desde então não havia evoluído.

A liberação indica melhora na relação entre TCM e Executivo com a saída de João Doria (PSDB) e a entrada de Bruno Covas (PSDB), que tem mantido interlocução com os conselheiros do tribunal.

Com a autorização do TCM, a prefeitura agora receberá estudos de empresas interessadas sobre os cemitérios, que estão entre os equipamentos mais cobiçados pela iniciativa privada desde o lançamento do pacote de desestatização.

A previsão inicial para a concessão era o primeiro trimestre de 2018, mas diante do novo cenário ela não deve acontecer antes do final do segundo semestre.

“O próximo passo será receber os estudos dos interessados e enviar o projeto para a Câmara Municipal. Estamos curiosos para receber os estudos. Sabemos que grandes consórcios, com experiência na área, investiram muito dinheiro para elaborar estudos sobre o tema. Com a ajuda deles, poderemos construir um edital de concessão de qualidade”, diz Wilson Poit, secretário de Desestatização e Parcerias.

Durante a gestão Doria, a tensão entre a prefeitura e o TCM foi grande, com críticas públicas por parte do ex-prefeito, que se aborreceu com pedidos do

tribunal e processos que foram interrompidos em algum momento pelo órgão, como a privatização do Anhembi ou o projeto de recuperação das pontes nas marginais. Doria chegou a afirmar que o órgão exagera em suas funções e prejudica a cidade.

Reconhecido por seu perfil conciliador, Bruno Covas tem se aproximado do TCM discretamente, buscando aparar as arestas.

Relator dos projetos de concessão e de privatização, o conselheiro do TCM Domingos Dissei afirma que o Executivo sanou as duas principais insuficiências que existiam no projeto, que eram a indefinição sobre a quantidade de jazigos existentes nos cemitérios e a questão da gratuidade.

Os jazigos foram recontados pela prefeitura em fevereiro (cerca de 350 mil ao todo), e foram definidos parâmetros mais claros para gratuidade dos serviços. Estudo feito pela secretaria de Desestatização mostrou que cerca de 10% dos jazigos da cidade contam com gratuidade, que será mantida, segundo o secretário Wilson Poit.

Em seu voto de liberação do PMI, Dissei também pede que a prefeitura contemple algumas condições no edital de concessão dos cemitérios.

Entre elas estão a estimativa de valor mínimo esperado para a concessão e a submissão de resoluções de tombamento do Conpresp e do Condephaat, órgãos de conservação do patrimônio no município e no
estado. Dissei destaca o caso do cemitério da Consolação, pedindo que qualquer modificação nele passe por aprovação do Conpresp.

As unidades municipais tiveram arrecadação anual de R$ 43 milhões e custos de R$ 51 milhões em 2015.

CONDIÇÕES

Os cemitérios da cidade são alvo de queixas dos cidadãos devido à má conservação dos locais e à falta de segurança.

Reportagem da Folha mostra que as pessoas enfrentam desinformação, constrangimento, falta de estrutura, cooptação de funerárias particulares e tentativa de cobrança de taxas extraoficiais ao precisar desses serviços.

Levantamento feito pelo próprio TCM constatou que ocorrem ao menos 108 furtos por mês nos cemitérios. São 3,6 por dia.

 

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Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/

Médica explica o que ocorre ao corpo no fim da vida…

‘Morrer não é tão ruim quanto se pensa’…

‘A morte normal é realmente um processo tranquilo – algo que podemos reconhecer, para o qual podemos nos preparar e algo com o que podemos lidar’, diz Mannix…

“Na minha humilde opinião, morrer não é tão ruim quanto se pensa.”

Essa é a visão da morte por Kathryn Mannix, médica britânica pioneira em cuidados paliativos, que dedica sua carreira a tratar pacientes com doenças incuráveis nos últimos estágios de sua vida.

Para a autora do livro With the End in Mind: Dying, Death, and Wisdom in an Age of Denial (“Com o fim em mente: morrer, morte e sabedoria na era da negação”, em tradução livre), a sociedade nos leva a evitar falar desse processo e a substituir a palavra “morte” por eufemismos. E isso torna muito mais difícil lidar com a perda de um ente querido, argumenta Mannix.

A BBC Ideas, plataforma da BBC que explora ideias questionando verdades estabelecidas, traz seu depoimento:

“Nós deixamos de falar sobre a morte. Deixamos de usar a palavra ‘morrer’ e passamos a usar outras similares. Em vez de ‘morto’, dizemos ‘falecido’. Em vez de dizer que alguém está morrendo, dizemos que ele está ‘muito doente’.

Quando se usam essas palavras, as famílias não entendem que está se aproximando o momento da morte.

Isso é um grande problema porque, quando a família está junto ao leito de alguém prestes a morrer, não sabe o que dizer entre si ou para o próprio doente, que também não sabe o que dizer ou o que esperar.

Trata-se de uma cena marcada por tristeza, ansiedade e desesperança.

E, na minha humilde opinião, não precisa ser assim.

Acho que perdemos a imensa sabedoria humana de aceitar a morte de um modo normal.

Acho que é hora de voltar a falar da morte e recuperar essa sabedoria.

Como é morrer normalmente? Assim como nascer, é apenas um processo. Gradualmente, a pessoa vai se cansando, se esgotando.

À medida que o tempo passa, ela vai dormindo mais, passa menos tempo acordada.

A família pode ir aprendendo sobre os melhores momentos para dar os medicamentos (ao paciente) ou deixar as visitas entrarem.

Pode acontecer de visitantes ou familiares encontrarem o paciente dormindo. E muitas vezes pode estar acontecendo uma mudança que é pequena, porém muito significativa.

É que, em vez de estar dormindo, a pessoa pode estar temporariamente inconsciente.

Não podemos acordá-la nem dar a ela o medicamento. Não podemos dizer que chegou uma visita.

Ainda assim, quando ela acorda, ela conta que teve um bom sono.

Então ficamos sabendo que esse estado de coma não foi aterrorizante.

Simplesmente não percebemos esse lapso à inconsciência no momento em que ele ocorre.

Som da morte

À medida que o tempo passa, essa pessoa passa menos tempo acordada, mais tempo dormindo, até que, no final, fica inconsciente o tempo todo.

Essas pessoas estão tão relaxadas que nem se darão ao trabalho de pigarrear, limpando a garganta.

Isso pode causar um ruído estranho, que muitos chamam de ‘estertor da morte’ (death rattle, em inglês).

As pessoas falam desse som como se fosse algo terrível, mas esse som, na verdade, me diz que o paciente está tão profundamente relaxado, e em um estado de consciência tão profundo, que sequer a saliva na garganta o incomoda enquanto as bolhas de ar entram e saem dos pulmões.

Então, bem no finzinho da vida, haverá um período de respiração superficial, e uma expiração que não será seguida por uma inspiração.

Às vezes é algo tão suave que os familiares sequer percebem.

Por isso, a morte normal é realmente um processo tranquilo – algo que podemos reconhecer, para o qual podemos nos preparar e algo com o que podemos lidar.

E isso deveria ser algo a ser celebrado. Algo com o que podemos nos consolar uns aos outros.

Mas por muitos considerarem indelicado falar sobre a morte, isso virou, de fato, o segredo mais bem guardado da medicina.

Por isso, na minha opinião, morrer é algo que deveríamos recuperar, algo sobre o que deveríamos falar e nos consolar mutuamente.”.

 

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Fonte: https://noticias.uol.com.br/ciencia/

Boleto vencido de R$ 800 poderá ser pago em qualquer banco

A partir deste sábado (24), boletos acima de 800 reais precisarão estar cadastrados em nova plataforma e bancos não aceitarão boletos antigos

A partir deste sábado (24), você pode pagar boletos vencidos acima de 800 reais em qualquer banco. A mudança é parte de um processo gradual da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que prevê que todos os boletos sejam registrados em uma nova plataforma de cobrança até setembro.

O novo sistema reduz o risco de erro no cálculo de multas e encargos. A empresa emissora do boleto deve registrar na nova plataforma todas as informações do documento, como o seu CPF ou CNPJ, data de vencimento, valor, nome e número do CPF ou CNPJ do pagador.

A partir de sábado (24), os bancos não vão mais aceitar o pagamento de boletos acima de 800 reais que não estejam cadastrados no novo modelo. Vale lembrar que, mesmo com agências fechadas em finais de semana, consumidores podem pagar boletos em caixas eletrônicos, terminais de autoatendimento 24 horas, apps e sites de bancos, mas o pagamento só será compensado no próximo dia útil.

Para saber se o boleto está cadastrado na nova plataforma, é preciso consultar diretamente a empresa que emitiu o documento, já que não há diferenças visuais entre os boletos antigos e os novos. Quem não conseguir pagar o boleto antigo acima de 2 mil reais no banco deverá quitar o débito diretamente com o credor.

Essa é a quarta etapa de implantação do novo modelo de cobrança. A primeira foi a partir de 13 de janeiro, quando os bancos passaram a não aceitar boletos acima de 50 mil reais que não estivessem cadastrados no novo sistema. A segunda etapa foi a partir de 3 de fevereiro e atingiu os boletos acima de 4 mil reais. A terceira foi a partir de 24 de fevereiro e afetou os boletos acima de 2 mil reais.

A próxima etapa será a partir de 26 de março, quando os bancos não vão mais aceitar boletos antigos acima de 400 reais. A cada etapa, boletos vencidos de novos valores podem ser pagos em qualquer banco.

Segundo a Febraban, o novo modelo vai permitir aos bancos controlar melhor o envio dos boletos e restringir erros.

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Fonte: https://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/

Antes de morrer, pai deixa presentes de aniversário por cinco anos para a filha

Michael Sellers reservou flores para Bailey até ela completar 21 anos de idade…

Antes de morrer em decorrência de um câncer no pâncreas, Michael Sellers deixou reservado cinco anos de flores para sua filha como presentes de aniversário Foto: Pixabay/congerdesign

Quando Bailey Sellers chegou em sua casa, em 2013, no dia do seu aniversário de 17 anos, encontrou um buquê de flores vermelhas e roxas na porta de sua casa endereçada a ela. “Você vai receber flores até completar 21 anos. Te amo, papai”, dizia o bilhete que veio junto com a arranjo.

O detalhe é que Michael Sellers, pai de Bailey, havia morrido três meses antes, de um câncer fulminante no pâncreas. Antes de falecer, ele fez um acordo com uma floricultura da cidade em moravam, Maryville, no Tennessee, para entregar flores a sua filha até ela completar 21 anos, e escreveu um cartão com recados diferentes toda vez.

Quando completou 18 anos ganhou flores rosas, vermelhas aos 19, rosas e brancas aos 20 e em diferentes tons de roxo aos 21. “Ele queria que ela [Bailey] soubesse que era amada e que ele estaria lá em todas as etapas importantes da sua vida”, disse Kristi Sellers, mãe de Bailey, em entrevista para o The Washington Post.

Bailey postou fotos das flores que ganhou quando completou 21 anos, no último dia 24, como fez nos últimos anos, mas dessa vez a imagem viralizou e já alcançou mais de 350 mil retuites no Twitter. “Essa é a minha última carta de amor para você até nos reencontrarmos”, escreveu Michael no cartão. “Eu não quero que você chore mais nenhuma lágrima por mim, filhota, porque eu estou em um lugar melhor. Você é e sempre vai ser a joia mais preciosa que me deram”, continuou.

“Eu esperava umas 10 curtidas, como aconteceu todo ano”, disse Bailey ao The Washington Post. “Acordei uma manhã e meu celular estava completamente travado, foi completamente louco. Não faço a menor ideia de como isso viralizou, mas fico muito feliz que minha história tenha ressoado com tantas pessoas”, comentou.

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Fonte: http://emais.estadao.com.br/

Santa Bárbara-MG, é a primeira a ter cemitério vertical biosseguro público no país

Segundo a prefeitura, a iniciativa foi a saída encontrada para lidar com a falta de espaço…

Após 300 anos enterrando seus mortos em sepulturas a sete palmos do chão, os moradores da cidade de Santa Bárbara, na Região Central de Minas Gerais, passarão a “guardar” os corpos de seus entes queridos nas 265 gavetas de uma estrutura de sete andares que começa a funcionar a partir do dia 1º de dezembro.
O município, fundado em 1704, tem apenas um cemitério. Depois de tantos anos de sepultamentos, o local chegou à sua lotação máxima. De acordo com decreto municipal publicado no dia 8 de novembro, “todas as inumações (sepultamentos) que vierem a ocorrer no Cemitério Municipal deverão ser realizadas nas gavetas de sepultamento temporário (…)”.
“O cemitério está no limite da sua capacidade. Há uma pequena área nos fundos que poderia ser utilizada para ampliá-lo, mas ela atenderia a demanda até três ou quatro anos. Por isso nós decidimos por essa estrutura”, disse o prefeito Leris Felisberto Braga (PHS).
Santa Bárbara é a primeira cidade do país a ter um cemitério vertical biosseguro público, de acordo com a empresa responsável pela tecnologia. As gavetas que vão abrigar os restos mortais têm durabilidade superior a 50 anos. Elas são feitas de fibra de vidro e resina de garrafa pet.


A grande vantagem, segundo a prefeitura, é a questão do espaço. Sete sepultamentos verticais usam a área necessária de um túmulo no sistema convencional. Outro benefício apontado por Leris é o ecológico.
“Por causa da decomposição dos corpos, o solo pode ser contaminado. Neste sistema novo, a caixa de fibra não permite isso”, disse o prefeito.


A grande vantagem, segundo a prefeitura, é a questão do espaço. Sete sepultamentos verticais usam a área necessária de um túmulo no sistema convencional. Outro benefício apontado por Leris é o ecológico.
“Por causa da decomposição dos corpos, o solo pode ser contaminado. Neste sistema novo, a caixa de fibra não permite isso”, disse o prefeito.De acordo com o fabricante, as gavetas possuem dispositivos que permitem a troca gasosa, propiciando a decomposição. Um filtro também promete não poluir o ar. Além disso, a pressão, a temperatura e a umidade de cada túmulo serão monitoradas para evitar possíveis vazamentos, segundo a prefeitura.

O decreto municipal afirma que os restos mortais ficarão nas gavetas por três anos. Em seguida, serão levados para um ossuário com identificação. Por causa da rotatividade, o problema do espaço estaria resolvido, segundo o prefeito. “É uma solução sustentável e inovadora”, disse ele. A obra do cemitério biosseguro custou mais de R$ 447 mil aos cofres públicos.
As famílias que possuem jazigo no cemitério ainda poderão enterrar os corpos de entes queridos em sepulturas tradicionais.

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