Cientistas descobrem que corpos se movem até um ano após a morte

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Com a ajuda de uma câmera de time lapse, cientistas descobriram movimento inesperado durante o processo de decomposição

As investigações forenses podem ganhar um novo rumo graças a uma pesquisa que descobriu que, por mais de um ano após a morte, os cadáveres podem se “movimentar” significativamente.

Pesquisadores da Australian Facility for Taphonimic Experimental Research (AFTER) – popularmente conhecida como “fazenda de corpos” – fizeram a surpreendente descoberta depois de usar uma câmera de time lapse para filmar um cadáver em decomposição. A câmera capturou imagens aéreas do corpo a cada 30 minutos durante os últimos 17 meses. Durante todo o período de captura de imagem, o cadáver continuou a se mover.

“O que descobrimos foi que os braços estavam se movendo significativamente. Eles estavam ao lado do corpo, mas acabaram se afastando”, disse a cientista médica Alyson Wilson, da Universidade Central de Queensland.

Ela explicou que algum movimento após a morte era esperado nos estágios iniciais da decomposição, mas o fato de que ele continuou por toda a duração das filmagens foi uma surpresa completa. Ela ainda completa: “Achamos que os movimentos se relacionam com o processo de decomposição, à medida que o corpo mumifica e os ligamentos secam. Esse conhecimento pode ser significativo nas investigações de mortes não explicadas”.

Essa descoberta pode mudar de maneira significativa como os cientistas analisam e interpretam as cenas de crimes, principalmente quando restos humanos são descobertos algum tempo após a morte. Até agora, a menos que houvesse evidências de que um corpo tenha sido movido – por animais ou pessoas -, os cientistas forenses geralmente assumem que a posição de um corpo descoberto é a posição exata da hora da morte.

Inicialmente, a câmera havia sido instalada para determinar como acontece a decomposição de um cadáver. A ideia era usar o lapso de tempo para determinar como um corpo se decompõe em um intervalo de seis meses. As imagens obtidas foram armazenadas e serão usadas para analisar cenas de crime com mais precisão no futuro.

Esse banco de dados vai fornecer informações sobre as maneiras que os corpos se movem após a morte, o que, por sua vez, vai permitir que cientistas forenses reconstruam a posição do corpo no momento da morte. Com isso, será possível descobrir o que aconteceu.

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Fonte: https://olhardigital.com.br/noticia/cientistas-descobrem-que-corpos-se-movem-ate-um-ano-apos-a-morte/90346

Superlotados, cemitérios de Hong Kong são mais caros que casas

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A situação foi denunciada pelo fotógrafo inglês Finbarr Fallon com sua série “Dead Spaces”, mostrando como se organizam os cemitérios verticais de Hong Kong

Série de fotos do inglês Finbarr Fallon, “Dead Space” denuncia a superlotação dos cemitérios de Hong Kong. Foto: Finbarr Fallon

 

Hong Kong está quase sem espaço para enterrar seus mortos. A enorme densidade urbana da cidade — que tem o metro quadrado mais caro do mundo — faz com que os cemitérios estejam cada vez mais cheios e que a cremação seja cada vez mais incentivada pelo governo.

Os cemitérios de Hong Kong são peculiares pois, além da densidade urbana, a tradição chinesa do Feng Shui orienta que túmulos se localizem em encostas, com vista para as faixas litorâneas da cidade. Assim, o cemitério se desenvolve em curvas de nível, como se fossem grandes degraus.

 

O preço de cada sepultura em cemitérios particulares supera o preço de uma casa, se comparado por valor do metro quadrado. A pesquisa Global Living 2019, que aponta as cidades mais caras do mundo para morar, aponta que o preço médio de uma residência é de U$ 1,2 milhões (R$ 4,89 milhões). Ao mesmo tempo, um túmulo em um cemitério privado pode custar até U$ 382 mil (R$ 1,56 milhão).

 

Por isso, segundo o Departamento de Higiene Alimentar e Ambiental de Hong Kong, mais de 90% dos mortos já são cremados na cidade. A construção de novos cemitérios é proibida na cidade, e os cemitérios públicos são obrigados a garantir que os restos mortais sejam exumados e cremados após seis anos para dar lugar aos recém-chegados.

 

“Contrapostas ao cenário de arranha-céus imponentes, as fotografias destacam a contestação espacial aparente em uma cidade onde os vivos e os que partiram são tão intimamente próximos”, relata o fotógrafo no seu Instagram.

Fallon é fotógrafo especializado em arquitetura e reconhecido mundialmente por ser trabalho. Em 2016, foi indicado ao prêmio organizado pelo The Royal Institute of British Architects (RIBA), um dos mais renomados da área.

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Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/haus/urbanismo/cemiterios-de-hong-kong-estao-lotados/

Startups levam inovação para o mercado funerário

Recompose criou um sistema para acelerar a transformação de um cadáver em um pequeno pedaço de solo a partir do processo da compostagem (Foto: Divulgação)

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Empresas buscam criar processos alternativos para enterro e cremação, considerados pouco sustentáveis; no Brasil, ainda há poucas iniciativas nesse sentido.

Há quem diga que a disrupção digital vai chegar a todos os lugares. Se setores como finanças, advocacia ou publicidade já têm soluções tecnológicas avançadas, outros, mesmo que inusitados, ainda engatinham na inovação – mas trazem grandes oportunidades.

É o caso, por exemplo, do mercado funerário: ocupado tradicionalmente por empresas pequenas ou familiares, ele é avaliado em US$ 20 bilhões só nos Estados Unidos. Mas já há startups de olho nele, em ideias que vão de testamento online e comparação de preços de funerárias até novos processos para substituir enterros e cremações, considerados pouco sustentáveis.

É o caso da startup americana Recompose, que criou um sistema para acelerar a transformação de um cadáver em um pequeno pedaço de solo, a partir do processo da compostagem. Durante um mês, o corpo é posto em contato com uma mistura química em um reservatório, a cerca de 50ºC. No fim do processo, o material é devolvido à família para os parentes plantarem uma árvore ou colocarem a terra em um jardim. Essa ideia fez com que a Recompose levantasse mais de US$ 7 milhões em investimento, desde 2018.

“As pessoas querem novas opções e estamos ajudando os humanos a retornarem para seu ciclo natural”, disse a arquiteta Katrina Spade, presidente executiva da empresa. Para ela, a compostagem pode ajudar a reduzir emissões de carbono das cremações e ajudar cidades a aproveitar melhor espaços hoje ocupados por cemitérios.

Katrina Spade, da Recompose (Foto: Divulgação)

Por enquanto, o trabalho da startup não está em prática – no mês passado, o Estado de Washington se tornou o primeiro estado americano a permitir a compostagem de corpos. O plano da empresa é começar a operar em dezembro do ano que vem, incluindo uma sede para receber as famílias, com direito a espaços iluminados e design moderno. “Não somos só um aplicativo que você aperta um botão e o corpo vira solo. Precisamos ter contato com as pessoas”, disse Katrina.

Quem tem uma ideia parecida é a startup americana Coeio, fundada em 2015, que desenvolveu uma veste especial, com cogumelos e microorganismos, para facilitar a decomposição dos corpos – a roupa custa US$ 1,5 mil e tem casaco, calça e capuz especiais.

No Brasil, mercado ainda é incipiente

Por aqui, as startups que estão no setor têm conceitos mais modestos. Para Gisela Adissi, presidente do Sindicato e Associação dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep/Acembra), o País está atrás dos EUA, mas já há sinais de mudança no setor. “Todo mundo está confortável fazendo seu trabalho, mas já vejo a indústria abrindo seus olhos”, afirma.

Um dos casos mais interessantes é o da WebLuto, um marketplace do mercado funerário – empresas usam a plataforma para anunciar serviços como sepulturas, atendimentos e cremações. A partir do banco de dados, usuários podem comparar produtos e pedir orçamentos. “Somos uma mistura de Uber e Hotel Urbano, só que com destino à eternidade”, afirma Siderlei Gonçalves, fundador da empresa.

Fundada em 2018, a WebLuto por enquanto tem apenas 50 funerárias ativas em sua plataforma. “Nossa meta, a longo prazo, é ter ao menos uma funerária e um cemitério online em cada município do Brasil”, diz Gonçalves. Para usarem a plataforma, funerárias pagam uma assinatura mensal de R$ 99; já os cemitérios, R$ 199. Com 20 anos de experiência no setor funerário, o executivo reconhece que o mercado é difícil de ser desbravado, por ser pouco popular e tradicional.

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Fonte: https://revistapegn.globo.com/Startups/noticia/2019/07/startups-levam-inovacao-para-o-mercado-funerario.html

Nova lei funerária holandesa: hidrólise, compostagem e pulverização

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Liberais de esquerda, membros da coalizão de centro-direita no poder, querem atualizar os enterros para que sejam sustentáveis e atendam aos desejos dos familiares

Um enterro não é só sepultar um cadáver com dignidade. Enquanto os funerais costumam ser preparados, e há quem os planeje minuciosamente, o enterro tem duas modalidades principais: na terra e com um caixão e a cremação. Quase não existem variações e na Holanda os liberais de esquerda, membros da coalizão de centro-direita no poder, afirmam que é preciso atualizar a lei funerária, de 1869. Querem que seja sustentável do ponto de vista ambiental, atenda aos desejos das pessoas e mostre os últimos avanços do setor: da hidrólise alcalina à compostagem e a criomação do cadáver.

Monica den Boer, a deputada liberal holandesa que pretende modernizar os enterros, diz em sua nota enviada ao Parlamento que “tanto a sociedade como o setor funerário desejam inovar”. Os familiares do falecido, porque “ter maior capacidade de decisão os ajudará a superar o luto”. Com o apoio das funerárias, por outro lado, “é possível garantir um enterro sustentável, sem emissão de dióxido de carbono, como acontece na cremação, deixando mais espaço e menos féretros”. Em 2017, faleceram no total na Holanda 150.000 pessoas (existem 17 milhões de habitantes). Em 2010, foram 135.000, de acordo com o Escritório Central de Estatística.

Entre outras coisas, ela propõe permitir que os parentes “misturem em uma só urna as cinzas de seus entes queridos e os sepultem juntos”, quer acelerar os enterros e incinerações, para que ocorram 20 horas após a morte, e não em 36, como diz a lei hoje. Dessa forma, “todas as religiões [em particular judeus e muçulmanos que enterram seus mortos rapidamente] poderão fazê-lo sem pedir uma permissão especial à Prefeitura, como agora”. Também pretende “enterrar na natureza, com roupas e matérias biodegradáveis”. Mas o mais chamativo são outras três modalidades provavelmente menos conhecidas.

A hidrólise alcalina como alternativa à cremação é a primeira. O cadáver é colocado em um cilindro de aço pressurizado com uma mistura de hidróxido de potássio e água, a altas temperaturas. Duas horas depois, “restam somente os ossos que podem ser entregues, em pó, aos familiares, e cabem em uma urna”, diz Den Boer. É legal em alguns lugares dos Estados Unidos e Canadá, mas não na Europa, porque o líquido restante do processo apresenta dúvidas ambientais. Na Holanda, a Organização à Pesquisa das Ciências Aplicadas (TNO, na sigla em holandês), disse em julho que essas águas “são estéreis, não há traço de DNA humano e podem ser descartadas”. 25% das pessoas escolheriam esse método, e dois terços concordam com sua aprovação em lei, afirma a deputada, baseando-se em dados de uma pesquisa publicada em 2017.

Den Boer propõe também a exploração da compostagem dos mortos, para sua decomposição de maneira natural até que só reste húmus que sirva de fertilizante. E por último a criomação, onde o corpo é congelado e submerso em nitrogênio líquido em uma máquina. É congelado novamente e, ao cristalizar, se torna quebradiço. Uma vez pulverizado com ajuda de vibrações, e com a retirada de implantes dentários e próteses diversas, é enterrado em uma caixa ecológica que se degrada naturalmente.

Nada disso é possível atualmente no país, mas “é hora de modernizar a Lei Funerária, cuja última emenda é de 1991, e que a população contribua com seu toque pessoal”, finaliza a deputada.

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Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/11/15/internacional/1542237294_281747.html

Método para transformar corpo humano em adubo é legalizado nos EUA

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Washington vai tornar-se no primeiro Estado norte-americano a permitir a “compostagem humana”, um processo de decomposição acelerada que transforma restos humanos em fertilizante orgânico composto.

A lei, aprovada na terça-feira, tem por base um estudo pioneiro realizado na Universidade de Washington, liderado por Katrina Spade, fundadora e diretora da Recompose.

Spade sublinhou que se todos os moradores de Washington optassem pela recomposição após a morte, seriam poupados “mais de meio milhão de toneladas métricas de dióxido de carbono (C02) em apenas dez anos”.

Segundo a responsável, esta quantidade de CO2 é equivalente à energia necessária anualmente para 54 mil residências.

Esta alternativa ao enterro ou à cremação é uma opção mais ecológica e amiga do ambiente: o corpo é introduzido numa câmara de compostagem juntamente com outros materiais orgânicos, produzindo 0,76 metros cúbicos de solo fértil.

Em 2017, a Space liderou um projeto piloto na Universidade de Washington, durante o qual seis corpos foram reduzidos a solo fértil em cerca de um mês.

Para os defensores lei, trata-se de um avanço para o meio ambiente, já que os corpos não ocupam espaço, as substâncias químicas não são filtradas pelo solo, como acontece nos enterros tradicionais, e o processo de libertação de dióxido de carbono no ar durante a cremação é reduzido.

A senadora democrata Jamie Pedersen, que apoiou a medida, afirmou que eliminar restos humanos com baixo impacto ambiental “faz sentido”, especialmente em áreas urbanas “mais povoadas”.

“Esta lei vai mudar o mundo, já que a cremação é o método mais popular no estado, mas este método vai reduzir 1,4 toneladas métricas de carbono por pessoa”, sublinhou.

A chamada “redução orgânica natural” tem também um custo mais baixo, a rondar em média os 5.500 dólares (cerca de 4.900 euros) contra os sete mil dólares (6.200 euros) cobrados para um enterro tradicional nos Estados Unidos, de acordo com dados da associação de funerais norte-americana.

A lei vai entrar em vigor em 01 de maio de 2020.

Juntamente com a “compostagem humana”, foi legalizada a hidrólise alcalina, também conhecida como cremação líquida, um processo que converte os corpos em líquidos depois de passar por uma máquina pressurizada com água, produtos químicos e calor.

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Fonte: http://www.osul.com.br/metodo-para-transformar-corpo-humano-em-adubo-e-legalizado-nos-estados-unidos/

Concessão de cemitérios prevê velório virtual e enterro de pets em SP

Plano para conceder serviço funerário deve injetar R$ 991 milhões nos cofres municipais

Mariana Zylberkan

São Paulo

O plano de concessão à iniciativa privada dos 22 cemitérios públicos e do crematório da capital tem modelo de negócio estruturado que lista uma série de novos serviços a serem implantados uma vez finalizada a negociação.

Minutas do edital de concessão e do projeto de lei estão prontas ao menos desde agosto do ano passado e preveem, entre outras novidades, autorização para erguer endereços específicos para enterrar e cremar animais domésticos e construir edificações para abrigar cemitérios verticais, segundo versão preliminar dos textos obtida com exclusividade pela Folha.

O plano prevê a inserção de soluções tecnológicas no serviço funerário, como monitoramento online por sistema de código de barras do corpo até o sepultamento. Há promessa de proporcionar acompanhamento virtual de velórios. Vendas de planos funerários também são previstas pelas concessionárias.

Apesar de os documentos estarem em fase final de elaboração, ainda não há previsão de quando a concessão irá sair do papel. O valor total da negociação deve injetar R$ 991 milhões nos cofres municipais, de acordo com os estudos.

Em nota, a gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB) afirmou que os detalhes da concessão ainda estão sendo analisados “devido à complexidade da matéria”. O edital para atrair empresas interessadas em oferecer propostas de negócios foi aberto em junho de 2017, e fez parte do pacote de transferências de serviços municipais à iniciativa privada anunciado pelo ex-prefeito e atual governador tucano João Doria.

O projeto ficou sete meses congelado por determinação do TCM (Tribunal de Contas do Município), até abril do ano passado. Em entrevista recente, Covas avaliou que o serviço funerário é o pior da cidade.

A finalização do edital de concessão e do projeto de lei antecede a rodada de negociações do serviço funerário. É preciso elaborar as regras que irão reger a nova dinâmica de administração funerária na cidade para, em seguida, submetê-las à votação na Câmara Municipal, o que ainda não há previsão.

Como a exploração do serviço funerário na capital é exclusiva da prefeitura, há uma série de leis e regulamentações que vão ser alteradas para acomodar o novo modelo de administração privada. Na minuta do projeto de lei há, por exemplo, previsão de revogar lei vigente desde 2009 que proíbe a atuação de funcionários de agências funerárias em hospitais municipais.

A medida visa inibir o assédio de funerárias localizadas na Grande São Paulo, onde não há monopólio das prefeituras, a parentes de pacientes internados. A prática também é vigente no prédio central do IML (Instituto Médico Legal) e foi investigada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. A apuração levou a Prefeitura de São Paulo a instalar postos avançados do serviço funerário nesses locais. A gestão Covas também foi questionada, mas não comentou sobre o assunto.

Apesar de a minuta do projeto de lei prever valores fixos tabelados pela municipalidade para serviços básicos, como sepultamento e transporte do corpo, há previsão de novos custos com a concessão, como cobrança de taxa anual de manutenção a detentores de jazigos nos endereços públicos.

Assim como no caso dos parques municipais, a concessão do serviço funerário será negociada em lotes. Endereços mais disputados, como os cemitérios do Araçá e Consolação, na região central, vão ser negociados em pacotes com outros menos atraentes do ponto de vista comercial, como Lajeado, no extremo leste da capital.

Entre as contrapartidas previstas nos contratos de concessão estão investimentos em reformas de infraestrutura e aberturas de novas agências funerárias.

Com um valor de custeio (R$ 51 milhões) maior do que a receita (R$ 43 milhões), o serviço funerário da capital acumula uma série de problemas de manutenção e falta de segurança. É grande o número de reclamações de violação de lápides, mato alto e sujeira nos cemitérios municipais. A Controladoria Geral do Município recebeu nos últimos dois anos 149 reclamações e 16 denúncias a respeito do serviço funerário.

Uma das contrapartidas que era discutida para a concessão, de construir ao menos quatro novos crematórios na cidade, não foi contemplada na versão preliminar dos contratos. Não há definições também a respeito do custeio das gratuidades previstas para a população de baixa renda. Entre as propostas estudadas está a criação de um fundo entre as concessionárias para fazer o rateio desses custos.

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Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/04/concessao-de-cemiterios-preve-velorio-virtual-e-enterro-de-pets-em-sp.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsfolha

Cemitério do Piauí brinca com a morte nas redes e triplica as vendas

Recentemente, Diogo Oliveira pegou a foto de um homem com uma pá, cavando o chão, e escreveu: ‘Mandou enterrar o passado. Logo eu, o coveiro’. A bricadeira rendeu algumas curtidas, comentários e compartilhamentos, exatamente como outro post que traz a foto de um pão francês e o texto ‘o pão a gente fornece. Só precisa trazer o presunto’. Tudo isso assinado pelo Cemitério Parque Jardim da Ressureição.

 

 

 

 

É assim todo santo dia. Lançada há um ano e meio no Facebook, a campanha do cemitério localizado em Teresina, cria um meme atrás do outro em cima de um assunto tido como tabú para quase todo mudo. E dessa forma pouco ortodoxa, Oliveira vai consolidando o nome do negócio da família, aumentando o volume de vendas.

Segundo Maria das Dores Rocha, gerente administrativa do cemitério, o número mensal de jazigos comercializados há 18 meses raramente passava de 30. Hoje, gira em torno de 80 a 90. Mesmo com os resultados positivos, há certa dificuldade em mensurar qual é o impacto isolado da campanha no Facebook, uma vez que, em paralelo, são desenvolvidas outras estratégias de venda, como a missa campal dominical e o trabalho de 12 vendedores externos, que percorrem a capital piauiense em busca de clientes.

“Acho que (as campanhas no Facebook) têm uma função estratégica, e desperta, desde já, interesse de um público jovem, que curte o humor. Talvez isso represente um impacto futuro de vendas. No momento, é um público mais velho que de fato compra os jazigos”, diz Maria das Dores.

Diego Oliveira, filho de Geraldo e seu sócio no empreendimento, pondera que o benefício proporcionado pela campanha no Facebook é suavizar o tema. “Não é fácil trabalhar um cemitério em mídias sociais. É um tabu, e a gente consegue mitigar o peso dele”, diz o empresário, formado em administração com especialização em gestão de negócios pelo Instituto Camilo Filho, de Teresina.

A área do cemitério é de 11 hectares, e apenas 50% dele já foi comercializado. O preço dos jazigos varia em ampla faixa. Os mais baratos saem por R$ 4050; os mais caros, com seis gavetas, são comercializados por R$ 19 mil.

O crematório é líder de mercado no segmento em Teresina, segundo Maria das Dores, e há planos de construção de cinco salas de velório e de um columbário, estrutura em que são depositadas urnas com cinzas.

Onildo Filho, o redator publicitário que responde pela campanha no momento, até agora não entende como foi possível obter tamanha repercussão. “Foi surpresa até para a gente. Tivemos  108 mil curtidas na página e 2 milhões de compartilhamentos”.

Onildo diz que a campanha original, em maio de 2014, tinha tom mais sério. Era executada por Leonardo Santos, que redigia os textos e trabalhava como designer. Como o engajamento foi considerado decepcionante, Santos alterou o tom da campanha. O pai da campanha deixou a agência incumbida do trabalho, a CJ Flash, de Piauí, no ano passado. Desde então, Onildo assina o trabalho. O publicitário diz que tenta manter uma postura discreta, mas o sucesso da campanha o tirou do anonimato.

“Tento me esconder, pois o social media não pode aparecer mais do que a campanha, mas é difícil”.

O sucesso se alastra por outras empresas do grupo Geraldo Oliveira. “A gente brinca que o grupo trabalha com toda a cadeia da morte, pois fabrica caixões e realiza os funerais, por meio da empresa Pax Funerais”, diz Onildo.

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Fonte: https://pme.estadao.com.br/noticias/noticias,cemiterio-piauiense-festeja-resultado-proporcionado-por-campanha-no-facebook,70001702997,0.htm

Mercado de crematórios é nicho crescente no ABC Paulista

Tendência em países como Estados Unidos, Espanha e Itália, onde até 60% dos falecidos são cremados, a técnica funerária é crescente no Grande ABC. Exemplo é a Ossel, que investiu R$ 1 milhão em cerimonial de cremação, em São Caetano. Ao mesmo tempo, no Jardim da Colina, em São Bernardo, primeiro estabelecimento a oferecer a modalidade na região, o número mensal de procedimentos quase triplicou desde a inauguração, em 2014, passando de 30 para 80.

“A cremação vem aumentando muito, principalmente entre os mais jovens, pois esse público vai, cada vez menos, visitar sepulturas de entes queridos”, explicou Eduardo Barros, diretor comercial da Ossel. “Hoje, no País, 12% dos corpos são cremados, mas, há dez anos, eram apenas 3% e esse crescimento é muito significativo”, disse. “Em dois ou três anos, podemos chegar a 25%.”

Na avaliação de Barros, outro fator que justifica a ascensão do método é a falta de espaço para abertura de novos cemitérios. Na região, por exemplo, não há terrenos disponíveis para construção de necrópole “do zero”. “Atualmente, os municípios não aceitam sepultar falecidos de outras cidades justamente para evitar a superlotação.”

Para Durval Tobias, gerente de negócios do Jardim da Colina, a região possuía demanda reprimida por crematórios e, por esse motivo, a procura superou as expectativas. No local, onde há um forno, é possível realizar uma cremação a cada duas horas, em média. “O nosso espaço permite instalação de outro forno, caso o fizéssemos, com certeza teríamos demanda”, afirmou, sem revelar projeção de quando a implementação será feita.

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Fonte: https://www.dgabc.com.br/Noticia/2980758/mercado-de-crematorios-e-nicho-crescente-nas-sete-cidades

Parques Walt Disney planejam realizar funerais muito em breve

Now Mickey will cry over your dead body! Photo by Chad Sparkes [CC BY 2.0] via Flickr, modified.

De concepções a casamentos e agora funerais, a Disney cuidará de você indo ou vindo!

SEVEN SEAS LAGOON, FL – Walt Disney World não é apenas o principal destino de férias do mundo, é também o destino número um para casamentos. Mas, com os novos serviços de fim de vida anunciados agora, poderá em breve ser o primeiro lugar dos “destinos de funerais”!

A Disney tem mais de cem membros do elenco disponíveis para oficializar casamentos de diferentes origens religiosas (a única exceção são os calvinistas). Entre eles, realizam centenas de casamentos por toda Walt Disney World diariamente. A união de dois em uma família é uma ocasião feliz e também geralmente leva a uma nova vida sendo concebida naquela noite.

Mas recentemente algum jornal obscuro [Jornal? Eles ainda têm isso?] Relatou um comportamento dos convidados que é contrário a estes casamentos felizes. Os hóspedes têm trazido restos cremados de seus entes queridos para os parques da Disney e jogado-os em canais, nos rios e em volta de seus carrinhos de churros favoritos.

Cinzas, são poeira para as vassouras do parque?

O convidado Mick Jimalny e sua esposa Sarah, do Magic Kingdom, testemunharam recentemente um desses funerais improvisados.

“Lá estávamos nós, dividindo uma perna de peru e uma fumaça”, diz Jimalny, “e esse cara pega uma sacola e começa a gritar: ‘Vou sentir sua falta, mamãe!’ E pronto, a próxima coisa que sabemos é que um grupo inteiro de turistas brasileiros foi coberto pelas cinzas da mãe dele.”

Jimalny acrescenta: “Eu sei que não é certo rir de um funeral, mas acabei rindo.”

Fazendo mágica para todos os convidados – até mesmo os mortos

A Disney já respondeu dando aos convidados o que eles querem. A partir do início de 2019, a Disney oferecerá novos serviços “Magic Funeral®” no Funeral Pavilion, que está sendo construído no Grand Floridian Resort & Spa.

O porta-voz do Parque, Jun Disney (sem parentesco), estava no funeral de seu amado gato Hellrazer e disse, “A Disney está sempre feliz por trazer aos hóspedes o que eles desejam! Nós estamos muito empolgados em anunciar nosso mais novo serviço de Funerais! Ninguém pode adicionar mais alegria a um funeral como a Disney pode! Imagine o Mickey confortando sua avó após ela perder seu companheiro de 70 anos? E não nos esqueçamos o quanto sentimental pode ser quando o Pato Donald te der a mais sincera condolência, que estará disponível para escolha em nossa biblioteca de condolências, escritas por nossos talentosos escritores”

A partir de dezembro, os hóspedes poderão baixar um novo aplicativo MyFuneral+ para seus smartphones ou acessar o serviço no site da Disney! Nós vamos tentar

 

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Fonte: https://unclewalts.com/florida/magical-funerals-wdw/?fbclid=IwAR0LvvDhXi8_vE_mqwA8EENXq8Qb_jFL7tH_3ATIF4EJU6QtJ8NNnxJ7-rQ

Sincep lista 70 decisões burocráticas a serem tomadas após morte de um familiar

‘As pessoas imaginam que se você contrata um funeral você contrata um serviço único com pagamento único e não é assim’, diz Gisela Adissi, presidente da entidade nacional.

 

Após morte, familiares precisam tomar cerca de 70 decisões para concluir velório, sepultamento e luto pelo falecimento — Foto: Divulgação/Sincep

Após morte, familiares precisam tomar cerca de 70 decisões para concluir velório, sepultamento e luto pelo falecimento — Foto: Divulgação/Sincep

Após a morte de um ente querido a família precisa tomar ccerca de 70 decisões burocráticas e aparentemente simples, que vão desde o simples comunicado da morte até a homenagem póstuma. Essa lista de medidas quase que imediatas e necessárias foi elaborada pelo Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep).

“São tarefas e decisões, são caminhos. Tem uma coisa da experiência, são pedaços de serviços que a gente tende a entender que são contínuos. As pessoas imaginam que, se você contrata um funeral, você contrata um serviço único com pagamento único, e não é assim. Muitas vezes a família se divide nessas etapas. São decisões diferentes em núcleos diferentes”, disse Gisella Adissi, presidente do Sincep e dona de cemitério.

Segundo ela, essa lista gera um conjunto de decisões que não podem ser esquecidas pela família. “É curioso porque a lista tem de ser detalhada mesmo, porque tudo isso precisa ser perguntado para a família, com minúcia para chegar na maior identidade possível com o morto.”

Gisela disse que todo processo de funeral – ritual, cerimônia e despedida – traz muitos valores sociais, em que o parente da vítima se sente acolhido amigos e familiares.

“Quando se fecha o caixão vem a concretude, vem a participação da família. Isso é uma coisa que vem mudando com o tempo. Historicamente a gente foi se afastando do ritual de morte e a família foi perdendo essa participação.”

Atualmente, esse cenário de afastamento vem sofrendo mudanças.

“Hoje existe uma onda contrária, funerárias no mundo, especialmente nos Estados Unidos, apresentam uma maior participação não só nas escolhas a serem feitas da personalização, como dar banho ao corpo, vestir o morto, isso traz valor e uma concretude, familiariza. Esse aspecto de tocar o corpo é difícil, participar do processo de preparação, isso humaniza. O fato das decisões, dos pagamentos, isso também dá uma participação.”

 

Veja abaixo a lista de decisões com a morte:

Dar a notícia do falecimento

1 – Como avisar os familiares sobre a perda?

Cuidar das burocracias do hospital

2 – Que trâmites devo fazer no hospital?

3 – Que trâmites devo fazer no IML?

4 – O falecido era doador de órgãos?

Fazer o certificado de óbito

5 – Que médico para o atestado de óbito?

6 – Verificar onde estão os documentos do falecido

7 – Definir qual familiar vai ao cartório

Contratar o funeral

8 – Qual funerária fará o serviço?

9 – Como trasladar o ente querido à funerária?

10 – Em que tipo de veículo será o traslado (carro funerário, ambulância)?

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Fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2018/11/02/sindicato-de-cemiterios-e-crematorios-lista-70-decisoes-burocraticas-a-serem-tomadas-apos-morte-de-um-familiar.ghtml