Método para transformar corpo humano em adubo é legalizado nos EUA

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Washington vai tornar-se no primeiro Estado norte-americano a permitir a “compostagem humana”, um processo de decomposição acelerada que transforma restos humanos em fertilizante orgânico composto.

A lei, aprovada na terça-feira, tem por base um estudo pioneiro realizado na Universidade de Washington, liderado por Katrina Spade, fundadora e diretora da Recompose.

Spade sublinhou que se todos os moradores de Washington optassem pela recomposição após a morte, seriam poupados “mais de meio milhão de toneladas métricas de dióxido de carbono (C02) em apenas dez anos”.

Segundo a responsável, esta quantidade de CO2 é equivalente à energia necessária anualmente para 54 mil residências.

Esta alternativa ao enterro ou à cremação é uma opção mais ecológica e amiga do ambiente: o corpo é introduzido numa câmara de compostagem juntamente com outros materiais orgânicos, produzindo 0,76 metros cúbicos de solo fértil.

Em 2017, a Space liderou um projeto piloto na Universidade de Washington, durante o qual seis corpos foram reduzidos a solo fértil em cerca de um mês.

Para os defensores lei, trata-se de um avanço para o meio ambiente, já que os corpos não ocupam espaço, as substâncias químicas não são filtradas pelo solo, como acontece nos enterros tradicionais, e o processo de libertação de dióxido de carbono no ar durante a cremação é reduzido.

A senadora democrata Jamie Pedersen, que apoiou a medida, afirmou que eliminar restos humanos com baixo impacto ambiental “faz sentido”, especialmente em áreas urbanas “mais povoadas”.

“Esta lei vai mudar o mundo, já que a cremação é o método mais popular no estado, mas este método vai reduzir 1,4 toneladas métricas de carbono por pessoa”, sublinhou.

A chamada “redução orgânica natural” tem também um custo mais baixo, a rondar em média os 5.500 dólares (cerca de 4.900 euros) contra os sete mil dólares (6.200 euros) cobrados para um enterro tradicional nos Estados Unidos, de acordo com dados da associação de funerais norte-americana.

A lei vai entrar em vigor em 01 de maio de 2020.

Juntamente com a “compostagem humana”, foi legalizada a hidrólise alcalina, também conhecida como cremação líquida, um processo que converte os corpos em líquidos depois de passar por uma máquina pressurizada com água, produtos químicos e calor.

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Fonte: http://www.osul.com.br/metodo-para-transformar-corpo-humano-em-adubo-e-legalizado-nos-estados-unidos/

Concessão de cemitérios prevê velório virtual e enterro de pets em SP

Plano para conceder serviço funerário deve injetar R$ 991 milhões nos cofres municipais

Mariana Zylberkan

São Paulo

O plano de concessão à iniciativa privada dos 22 cemitérios públicos e do crematório da capital tem modelo de negócio estruturado que lista uma série de novos serviços a serem implantados uma vez finalizada a negociação.

Minutas do edital de concessão e do projeto de lei estão prontas ao menos desde agosto do ano passado e preveem, entre outras novidades, autorização para erguer endereços específicos para enterrar e cremar animais domésticos e construir edificações para abrigar cemitérios verticais, segundo versão preliminar dos textos obtida com exclusividade pela Folha.

O plano prevê a inserção de soluções tecnológicas no serviço funerário, como monitoramento online por sistema de código de barras do corpo até o sepultamento. Há promessa de proporcionar acompanhamento virtual de velórios. Vendas de planos funerários também são previstas pelas concessionárias.

Apesar de os documentos estarem em fase final de elaboração, ainda não há previsão de quando a concessão irá sair do papel. O valor total da negociação deve injetar R$ 991 milhões nos cofres municipais, de acordo com os estudos.

Em nota, a gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB) afirmou que os detalhes da concessão ainda estão sendo analisados “devido à complexidade da matéria”. O edital para atrair empresas interessadas em oferecer propostas de negócios foi aberto em junho de 2017, e fez parte do pacote de transferências de serviços municipais à iniciativa privada anunciado pelo ex-prefeito e atual governador tucano João Doria.

O projeto ficou sete meses congelado por determinação do TCM (Tribunal de Contas do Município), até abril do ano passado. Em entrevista recente, Covas avaliou que o serviço funerário é o pior da cidade.

A finalização do edital de concessão e do projeto de lei antecede a rodada de negociações do serviço funerário. É preciso elaborar as regras que irão reger a nova dinâmica de administração funerária na cidade para, em seguida, submetê-las à votação na Câmara Municipal, o que ainda não há previsão.

Como a exploração do serviço funerário na capital é exclusiva da prefeitura, há uma série de leis e regulamentações que vão ser alteradas para acomodar o novo modelo de administração privada. Na minuta do projeto de lei há, por exemplo, previsão de revogar lei vigente desde 2009 que proíbe a atuação de funcionários de agências funerárias em hospitais municipais.

A medida visa inibir o assédio de funerárias localizadas na Grande São Paulo, onde não há monopólio das prefeituras, a parentes de pacientes internados. A prática também é vigente no prédio central do IML (Instituto Médico Legal) e foi investigada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. A apuração levou a Prefeitura de São Paulo a instalar postos avançados do serviço funerário nesses locais. A gestão Covas também foi questionada, mas não comentou sobre o assunto.

Apesar de a minuta do projeto de lei prever valores fixos tabelados pela municipalidade para serviços básicos, como sepultamento e transporte do corpo, há previsão de novos custos com a concessão, como cobrança de taxa anual de manutenção a detentores de jazigos nos endereços públicos.

Assim como no caso dos parques municipais, a concessão do serviço funerário será negociada em lotes. Endereços mais disputados, como os cemitérios do Araçá e Consolação, na região central, vão ser negociados em pacotes com outros menos atraentes do ponto de vista comercial, como Lajeado, no extremo leste da capital.

Entre as contrapartidas previstas nos contratos de concessão estão investimentos em reformas de infraestrutura e aberturas de novas agências funerárias.

Com um valor de custeio (R$ 51 milhões) maior do que a receita (R$ 43 milhões), o serviço funerário da capital acumula uma série de problemas de manutenção e falta de segurança. É grande o número de reclamações de violação de lápides, mato alto e sujeira nos cemitérios municipais. A Controladoria Geral do Município recebeu nos últimos dois anos 149 reclamações e 16 denúncias a respeito do serviço funerário.

Uma das contrapartidas que era discutida para a concessão, de construir ao menos quatro novos crematórios na cidade, não foi contemplada na versão preliminar dos contratos. Não há definições também a respeito do custeio das gratuidades previstas para a população de baixa renda. Entre as propostas estudadas está a criação de um fundo entre as concessionárias para fazer o rateio desses custos.

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Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2019/04/concessao-de-cemiterios-preve-velorio-virtual-e-enterro-de-pets-em-sp.shtml?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=newsfolha

Cemitério do Piauí brinca com a morte nas redes e triplica as vendas

Recentemente, Diogo Oliveira pegou a foto de um homem com uma pá, cavando o chão, e escreveu: ‘Mandou enterrar o passado. Logo eu, o coveiro’. A bricadeira rendeu algumas curtidas, comentários e compartilhamentos, exatamente como outro post que traz a foto de um pão francês e o texto ‘o pão a gente fornece. Só precisa trazer o presunto’. Tudo isso assinado pelo Cemitério Parque Jardim da Ressureição.

 

 

 

 

É assim todo santo dia. Lançada há um ano e meio no Facebook, a campanha do cemitério localizado em Teresina, cria um meme atrás do outro em cima de um assunto tido como tabú para quase todo mudo. E dessa forma pouco ortodoxa, Oliveira vai consolidando o nome do negócio da família, aumentando o volume de vendas.

Segundo Maria das Dores Rocha, gerente administrativa do cemitério, o número mensal de jazigos comercializados há 18 meses raramente passava de 30. Hoje, gira em torno de 80 a 90. Mesmo com os resultados positivos, há certa dificuldade em mensurar qual é o impacto isolado da campanha no Facebook, uma vez que, em paralelo, são desenvolvidas outras estratégias de venda, como a missa campal dominical e o trabalho de 12 vendedores externos, que percorrem a capital piauiense em busca de clientes.

“Acho que (as campanhas no Facebook) têm uma função estratégica, e desperta, desde já, interesse de um público jovem, que curte o humor. Talvez isso represente um impacto futuro de vendas. No momento, é um público mais velho que de fato compra os jazigos”, diz Maria das Dores.

Diego Oliveira, filho de Geraldo e seu sócio no empreendimento, pondera que o benefício proporcionado pela campanha no Facebook é suavizar o tema. “Não é fácil trabalhar um cemitério em mídias sociais. É um tabu, e a gente consegue mitigar o peso dele”, diz o empresário, formado em administração com especialização em gestão de negócios pelo Instituto Camilo Filho, de Teresina.

A área do cemitério é de 11 hectares, e apenas 50% dele já foi comercializado. O preço dos jazigos varia em ampla faixa. Os mais baratos saem por R$ 4050; os mais caros, com seis gavetas, são comercializados por R$ 19 mil.

O crematório é líder de mercado no segmento em Teresina, segundo Maria das Dores, e há planos de construção de cinco salas de velório e de um columbário, estrutura em que são depositadas urnas com cinzas.

Onildo Filho, o redator publicitário que responde pela campanha no momento, até agora não entende como foi possível obter tamanha repercussão. “Foi surpresa até para a gente. Tivemos  108 mil curtidas na página e 2 milhões de compartilhamentos”.

Onildo diz que a campanha original, em maio de 2014, tinha tom mais sério. Era executada por Leonardo Santos, que redigia os textos e trabalhava como designer. Como o engajamento foi considerado decepcionante, Santos alterou o tom da campanha. O pai da campanha deixou a agência incumbida do trabalho, a CJ Flash, de Piauí, no ano passado. Desde então, Onildo assina o trabalho. O publicitário diz que tenta manter uma postura discreta, mas o sucesso da campanha o tirou do anonimato.

“Tento me esconder, pois o social media não pode aparecer mais do que a campanha, mas é difícil”.

O sucesso se alastra por outras empresas do grupo Geraldo Oliveira. “A gente brinca que o grupo trabalha com toda a cadeia da morte, pois fabrica caixões e realiza os funerais, por meio da empresa Pax Funerais”, diz Onildo.

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Fonte: https://pme.estadao.com.br/noticias/noticias,cemiterio-piauiense-festeja-resultado-proporcionado-por-campanha-no-facebook,70001702997,0.htm

Mercado de crematórios é nicho crescente no ABC Paulista

Tendência em países como Estados Unidos, Espanha e Itália, onde até 60% dos falecidos são cremados, a técnica funerária é crescente no Grande ABC. Exemplo é a Ossel, que investiu R$ 1 milhão em cerimonial de cremação, em São Caetano. Ao mesmo tempo, no Jardim da Colina, em São Bernardo, primeiro estabelecimento a oferecer a modalidade na região, o número mensal de procedimentos quase triplicou desde a inauguração, em 2014, passando de 30 para 80.

“A cremação vem aumentando muito, principalmente entre os mais jovens, pois esse público vai, cada vez menos, visitar sepulturas de entes queridos”, explicou Eduardo Barros, diretor comercial da Ossel. “Hoje, no País, 12% dos corpos são cremados, mas, há dez anos, eram apenas 3% e esse crescimento é muito significativo”, disse. “Em dois ou três anos, podemos chegar a 25%.”

Na avaliação de Barros, outro fator que justifica a ascensão do método é a falta de espaço para abertura de novos cemitérios. Na região, por exemplo, não há terrenos disponíveis para construção de necrópole “do zero”. “Atualmente, os municípios não aceitam sepultar falecidos de outras cidades justamente para evitar a superlotação.”

Para Durval Tobias, gerente de negócios do Jardim da Colina, a região possuía demanda reprimida por crematórios e, por esse motivo, a procura superou as expectativas. No local, onde há um forno, é possível realizar uma cremação a cada duas horas, em média. “O nosso espaço permite instalação de outro forno, caso o fizéssemos, com certeza teríamos demanda”, afirmou, sem revelar projeção de quando a implementação será feita.

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Fonte: https://www.dgabc.com.br/Noticia/2980758/mercado-de-crematorios-e-nicho-crescente-nas-sete-cidades

Parques Walt Disney planejam realizar funerais muito em breve

Now Mickey will cry over your dead body! Photo by Chad Sparkes [CC BY 2.0] via Flickr, modified.

De concepções a casamentos e agora funerais, a Disney cuidará de você indo ou vindo!

SEVEN SEAS LAGOON, FL – Walt Disney World não é apenas o principal destino de férias do mundo, é também o destino número um para casamentos. Mas, com os novos serviços de fim de vida anunciados agora, poderá em breve ser o primeiro lugar dos “destinos de funerais”!

A Disney tem mais de cem membros do elenco disponíveis para oficializar casamentos de diferentes origens religiosas (a única exceção são os calvinistas). Entre eles, realizam centenas de casamentos por toda Walt Disney World diariamente. A união de dois em uma família é uma ocasião feliz e também geralmente leva a uma nova vida sendo concebida naquela noite.

Mas recentemente algum jornal obscuro [Jornal? Eles ainda têm isso?] Relatou um comportamento dos convidados que é contrário a estes casamentos felizes. Os hóspedes têm trazido restos cremados de seus entes queridos para os parques da Disney e jogado-os em canais, nos rios e em volta de seus carrinhos de churros favoritos.

Cinzas, são poeira para as vassouras do parque?

O convidado Mick Jimalny e sua esposa Sarah, do Magic Kingdom, testemunharam recentemente um desses funerais improvisados.

“Lá estávamos nós, dividindo uma perna de peru e uma fumaça”, diz Jimalny, “e esse cara pega uma sacola e começa a gritar: ‘Vou sentir sua falta, mamãe!’ E pronto, a próxima coisa que sabemos é que um grupo inteiro de turistas brasileiros foi coberto pelas cinzas da mãe dele.”

Jimalny acrescenta: “Eu sei que não é certo rir de um funeral, mas acabei rindo.”

Fazendo mágica para todos os convidados – até mesmo os mortos

A Disney já respondeu dando aos convidados o que eles querem. A partir do início de 2019, a Disney oferecerá novos serviços “Magic Funeral®” no Funeral Pavilion, que está sendo construído no Grand Floridian Resort & Spa.

O porta-voz do Parque, Jun Disney (sem parentesco), estava no funeral de seu amado gato Hellrazer e disse, “A Disney está sempre feliz por trazer aos hóspedes o que eles desejam! Nós estamos muito empolgados em anunciar nosso mais novo serviço de Funerais! Ninguém pode adicionar mais alegria a um funeral como a Disney pode! Imagine o Mickey confortando sua avó após ela perder seu companheiro de 70 anos? E não nos esqueçamos o quanto sentimental pode ser quando o Pato Donald te der a mais sincera condolência, que estará disponível para escolha em nossa biblioteca de condolências, escritas por nossos talentosos escritores”

A partir de dezembro, os hóspedes poderão baixar um novo aplicativo MyFuneral+ para seus smartphones ou acessar o serviço no site da Disney! Nós vamos tentar

 

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Fonte: https://unclewalts.com/florida/magical-funerals-wdw/?fbclid=IwAR0LvvDhXi8_vE_mqwA8EENXq8Qb_jFL7tH_3ATIF4EJU6QtJ8NNnxJ7-rQ

Sincep lista 70 decisões burocráticas a serem tomadas após morte de um familiar

‘As pessoas imaginam que se você contrata um funeral você contrata um serviço único com pagamento único e não é assim’, diz Gisela Adissi, presidente da entidade nacional.

 

Após morte, familiares precisam tomar cerca de 70 decisões para concluir velório, sepultamento e luto pelo falecimento — Foto: Divulgação/Sincep

Após morte, familiares precisam tomar cerca de 70 decisões para concluir velório, sepultamento e luto pelo falecimento — Foto: Divulgação/Sincep

Após a morte de um ente querido a família precisa tomar ccerca de 70 decisões burocráticas e aparentemente simples, que vão desde o simples comunicado da morte até a homenagem póstuma. Essa lista de medidas quase que imediatas e necessárias foi elaborada pelo Sindicato dos Cemitérios e Crematórios Particulares do Brasil (Sincep).

“São tarefas e decisões, são caminhos. Tem uma coisa da experiência, são pedaços de serviços que a gente tende a entender que são contínuos. As pessoas imaginam que, se você contrata um funeral, você contrata um serviço único com pagamento único, e não é assim. Muitas vezes a família se divide nessas etapas. São decisões diferentes em núcleos diferentes”, disse Gisella Adissi, presidente do Sincep e dona de cemitério.

Segundo ela, essa lista gera um conjunto de decisões que não podem ser esquecidas pela família. “É curioso porque a lista tem de ser detalhada mesmo, porque tudo isso precisa ser perguntado para a família, com minúcia para chegar na maior identidade possível com o morto.”

Gisela disse que todo processo de funeral – ritual, cerimônia e despedida – traz muitos valores sociais, em que o parente da vítima se sente acolhido amigos e familiares.

“Quando se fecha o caixão vem a concretude, vem a participação da família. Isso é uma coisa que vem mudando com o tempo. Historicamente a gente foi se afastando do ritual de morte e a família foi perdendo essa participação.”

Atualmente, esse cenário de afastamento vem sofrendo mudanças.

“Hoje existe uma onda contrária, funerárias no mundo, especialmente nos Estados Unidos, apresentam uma maior participação não só nas escolhas a serem feitas da personalização, como dar banho ao corpo, vestir o morto, isso traz valor e uma concretude, familiariza. Esse aspecto de tocar o corpo é difícil, participar do processo de preparação, isso humaniza. O fato das decisões, dos pagamentos, isso também dá uma participação.”

 

Veja abaixo a lista de decisões com a morte:

Dar a notícia do falecimento

1 – Como avisar os familiares sobre a perda?

Cuidar das burocracias do hospital

2 – Que trâmites devo fazer no hospital?

3 – Que trâmites devo fazer no IML?

4 – O falecido era doador de órgãos?

Fazer o certificado de óbito

5 – Que médico para o atestado de óbito?

6 – Verificar onde estão os documentos do falecido

7 – Definir qual familiar vai ao cartório

Contratar o funeral

8 – Qual funerária fará o serviço?

9 – Como trasladar o ente querido à funerária?

10 – Em que tipo de veículo será o traslado (carro funerário, ambulância)?

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Fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2018/11/02/sindicato-de-cemiterios-e-crematorios-lista-70-decisoes-burocraticas-a-serem-tomadas-apos-morte-de-um-familiar.ghtml

1 milhão de pessoas deve ir aos cemitérios em São Paulo neste Finados

Dezenove cemitérios municipais de São Paulo têm missas programadas nesta sexta-feira (2), Dia de Finados. O Cemitério Vila Formosa, um dos maiores da América Latina, celebra missas a partir das 6 horas. Segundo estimativa da prefeitura, 1 milhão de pessoas devem ir aos cemitérios hoje.

Não há programação de missas nos cemitérios Araçá e Parelheiros.

Confira os horários das missas que serão celebradas nos cemitérios municipais neste 2 de novembro:

  • Cemitério Campo Grande: 10h e 13h
  • Cemitério Consolação: 8h, 10h, 12h, 14h e 16h
  • Cemitério Dom Bosco: 10h e 15h
  • Cemitério Freguesia do Ó: 15h
  • Cemitério Itaquera: 8h, 10h, 12h, 15h e 17h
  • Cemitério Lageado: 8h, 10h, 12h, 14h e 16h
  • Cemitério Lapa: 8h, 11h, 15h e 17h
  • Cemitério Penha: 8h, 10h, 12h, 14h e 16h
  • Cemitério Quarta Parada: 7h, 9h, 15h e 18h
  • Cemitério Santana: 8h, 10h, 12h e 15h
  • Cemitério Santo Amaro: 8h, 10h, 12h, 14h e 16h
  • Cemitério São Luís: 10h
  • Cemitério São Paulo: 10h e 15h
  • Cemitério São Pedro: 8h, 10h, 12h e 15h
  • Cemitério Saudade: 8h e 12h
  • Cemitério Tremembé: 10h
  • Cemitério Vila Formosa: 6h, 8h, 10h, 12h, 14h e 16h
  • Cemitério Vila N. Cachoeirinha: 7h, 8h e 15h
  • Cemitério Vila Mariana: 10h e 15h

Ônibus

A SPTrans montou um esquema especial com os ônibus que circulam nas regiões das 7h às 18h.

Trânsito

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) monitora o trânsito nas imediações dos principais cemitérios da cidade, das 6h às 18h. Há bloqueios, alterações de sentido de circulação, orientação de trânsito, travessia de pedestres e operacionalização das particularidades de cada cemitério, inclusive particulares, nas diversas regiões da capital.

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Fonte: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2018/11/02/1-milhao-devem-ir-aos-cemiterios-em-sao-paulo-neste-finados-19-tem-missas.ghtml

Concurso oferece a chance de passar uma noite no Castelo do Drácula

A casa do lendário vampiro fica situada nas montanhas dos Cárpatos, no coração da Transilvânia. O vencedor do concurso ainda poderá levar um acompanhante para dormir na cripta do Drácula, com tudo pago

Quer encarar uma aventura do outro mundo? Mais precisamente no Velho Mundo? Pois o Airbnb, maior comunidade de hospedagem alternativa do mundo,está fazendo um desafio aos corajosos o suficiente para passar a noite na casa do princípe das trevas.

Sim, o Castelo de Bran, na Transilvânia, inspiração para o Castelo do Drácula, foi listado no Airbnb para o Halloween deste ano. Fãs do vampiro-mor terão a chance de arriscar o seu pescoço por uma noite de horror e serão recebidos pelo anfitrião Dacre Stoker, sobrinho-bisneto do escritor Bram Stoker.

Na noite de Halloween, em 31 de outubro, dois hóspedes vão reviver a história de Jonathan Harker, o protagonista do famoso romance de Bram Stoker, Drácula, através de uma jornada de carruagem pela Transilvânia, com o pôr-do-sol no horizonte e com a presença de morcegos e lobos uivantes. Finalmente, eles se aproximarão do retiro localizado na temida e sombria montanha, o Castelo de Bran. A história do castelo remonta ao século 14 e serviu de inspiração para o castelo de Drácula no famoso romance de Bram Stoker.

Dacre Stoker, um respeitado especialista em vampiros e defensor apaixonado do romance do seu tio-bisavó, encontrará os hóspedes e recontará histórias antigas, acendendo uma luz sobre os muitos segredos obscuros das lendas de vampiros, alguns nunca antes revelados. Ele explicará porque o sádico e cruel Vlad, o Empalador, ficou conhecido como Drácula e como essa lenda tem vivido por séculos.

“O Castelo de Bran é o lugar onde a lenda de Drácula nasceu e eu tenho muitas histórias para compartilhar e mistérios para revelar enquanto conduzir os hóspedes pelas passagens secretas e escuras desse lugar. Bram Stoker incluiu muitas referências a pessoas e a histórias reais em seu livro e questionou se os vampiros são realmente um mito”, avisa Dacre Stoker.

Depois de uma viagem através do labirinto de corredores escuros do castelo, recantos assustadores e escadas rangentes, os visitantes descobrirão uma passagem secreta que irá levá-los para a grande sala de jantar. Lá, um jantar íntimo à luz de velas os aguardará, preparado de uma forma tradicional, exatamente como descrito no romance de Bram Stoker: um suculento bife mal passado e frango com páprica.

Os hóspedes poderão, então, dormir em caixões forrados de veludo localizados na cripta e passarão o resto da noite no castelo completamente sozinhos, adormecendo ao som de rangidos e sussurros da noite da Transilvânia e uivos dos lobos, que ficam fora das muralhas do castelo.

Ao amanhecer, quando o risco de encontrar vampiros diminuir, os hóspedes irão celebrar com um café da manhã na sacada do castelo, assistindo ao sol nascer através do belo horizonte da Transilvânia.

“No ano passado, nós convidamos algumas pessoas para passarem uma noite com os mortos nas Catacumbas de Paris, agora, chegou o momento de apresentarmos uma lenda imortal. Um casal de sorte terá a oportunidade de testemunhar os verdadeiros horrores do castelo de Drácula durante a noite, a sós, sem nenhuma prata ou alho para ajudar na sua defesa”, disse Andrew Verbitsky, gerente geral do Airbnb para a Europa Central e do Leste.

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Fonte: http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/suplementos/tur/online/concurso-oferece-a-chance-de-passar-uma-noite-no-castelo-do-dracula-1.1635361

Centro funerário usa arquitetura para ajudar a lidar com o luto

Projeto do escritório holandês traz um jeito diferente de dizer ‘adeus’.

Escritório holandês projeta novo centro funerário (Foto: Visuais VERO/Reprodução)
O funeral não é a experiência preferida das pessoas, não é mesmo? Pensando nisso, os arquitetos do escritório Hofmandujardin iniciaram um projeto para dar aos entes queridos um belo ‘adeus’.

O local foi concebido a partir de três salas que representam três momentos-chave no processo do funeral: a reunião dos amigos e familiares, a cerimônia de recordação e o momento de encontro social. O sócio fundador do escritório afirma que “a falta de lugares para despedidas dignas resulta em sentimentos de desconforto em momentos cruciais de nossas vidas”.

A primeira sala é uma espécie de grande mural interativo, chamado de “parede da memória”, onde os amigos e familiares podem compartilhar fotos e vídeos, formando uma colagem animada para celebrar a vida.

Já na segunda sala – localizada ao centro – foi concebida em formato de triângulo para a cerimônia de recordaçã. Ali, as paredes laterais e o teto se dobram formando uma espécie de portal, onde o caixão é colocado. Essa é a representação do fechamento do ciclo da vida.

Na terceira parte, piso, paredes e teto são totalmente revestidos de madeira, criando uma atmosfera acolhedora e confortável, promovendo uma oportunidade para melhorar as relações sociais após a cerimônia.

Apesar da maneira como nos despedimos dos entes queridos ser uma opção muito pessoal, Barbara Dujardin, sócia fundadora da Hofmandujardin, acredita que “os momentos tristes da nossa vida deviam ser belos ao mesmo tempo”. Você concorda?

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Fonte: https://casavogue.globo.com/Arquitetura/Edificios/noticia/2018/07/centro-funerario-usa-arquitetura-para-ajudar-lidar-com-o-luto.html

Descoberta em MG revela práticas funerárias pré-históricas no Brasil

A descoberta de 39 esqueletos humanos, com idades entre 8 mil e 11 mil anos na região metropolitana de Belo Horizonte, está ajudando a redefinir o que se sabia sobre os primeiros brasileiros. O achado ocorreu na Lapa do Santo, uma pequena caverna no município de Lagoa Santa.

São os ossos mais antigos do Brasil e revelam que, ao contrário do que se pensava até agora, os povos que viviam no local naquela época eram complexos e tinham práticas funerárias altamente elaboradas.

A novidade é resultado do projeto Morte e vida na Lapa do Santo: uma biografia arqueológica dos povos de Luzia, coordenado pelos pesquisadores André Strauss, do Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE), e Rodrigo de Oliveira, do Instituto de Biociências (IB), ambos da Universidade de São Paulo (USP).

É um trabalho de pesquisa interdisciplinar, que tem como objetivo caracterizar como viviam as populações que estavam no Brasil central durante o Holoceno Inicial (Holoceno é o período geológico que começou há 11.500 anos e se estende até o presente).

De acordo com Strauss, os esqueletos desencavados eram de idosos, crianças, homens e mulheres. “Todos tinham sinais de rituais mortuários”, revela.

“Alguns estavam queimados, outros pintados de vermelho e alguns combinavam crânios de crianças com corpos de adultos, ou dentes de uma pessoa com a arcada de outra. O que chamou a atenção também é que esses sinais variavam dependendo da idade arqueológica dos ossos. Isso pode significar que os povos que habitavam a região alteraram sua forma de tratar os corpos dos mortos ao longo do tempo. Essa descoberta é inédita na arqueologia brasileira.”

Os primeiros americanos

 A região tem dezenas de sítios arqueológicos que vêm sendo escavados e pesquisados desde 1843 (Foto: André Strauss/Divulgação)

A região tem dezenas de sítios arqueológicos que vêm sendo escavados e pesquisados desde 1843 (Foto: André Strauss/Divulgação)

A região onde trabalham os arqueólogos, Lagoa Santa, está entre as mais ricas em restos de culturas pré-históricas do Brasil. Ali, dezenas de sítios arqueológicos vêm sendo escavados e pesquisados desde 1843, quando o naturalista dinamarquês Peter Wilhelm Lund (1801-1880), considerado o pai da paleontologia brasileira, descobriu ossadas humanas misturadas com as de animais já extintos. Desde então, centenas de crânios e outros ossos humanos foram desenterrados do local.

Entre eles, o mais antigo de que se tem registro no Brasil, com 11.300 anos, descoberto em 1974, pela arqueóloga francesa Annette Laming-Emperaire, no sítio chamado Lapa Vermelha IV.

Como era de um indivíduo do sexo feminino, foi batizada de Luzia pelo bioantropólogo Walter Alves Neves, também da USP, que foi orientador de Strauss e Oliveira, que agora dão continuidade ao seu trabalho.

Em 1995, ele fez medidas antropométricas do crânio, que mostraram que Luzia tinha mais a ver com os africanos do que com os índios atuais.

Com base nisso e em outras descobertas, ele elaborou sua hipótese para a ocupação das Américas, apresentada no livro O povo de Luzia – em busca dos primeiros americanos, em coautoria com o geógrafo Luís Beethoven Piló.

A hipótese propõe que os primeiros americanos chegaram ao continente em duas levas migratórias, uma há 14 mil anos e a segunda há 11 mil, vindas da Ásia pelo estreito de Bering. A primeira seria composta por uma população com traços semelhante aos dos africanos e aborígines australianos. A segunda era de indivíduos parecidos com asiáticos e índios americanos atuais.

Ao longo do tempo, os dois povos se miscigenaram no novo mundo.

Para outros estudiosos, no entanto, os indígenas atuais ou ameríndios e os primeiros que chegaram à região de Lagoa Santa fazem parte de um mesmo tipo, cujas diferenças morfológicas podem ser explicadas pela variabilidade natural que existe dentro de qualquer população. A pesquisas de Strauss e Oliveira poderão ajudar a elucidar a questão.

Segundo Strauss, o projeto segue em pleno andamento com a escavação da Lapa do Santo e a análise do material encontrado. “Isso inclui estudos morfológicos, de microvestígios, isótopos, datação, antropologia virtual, micromorfologia e DNA”, conta.

“Até o momento, nossos estudos não dialogam diretamente com o tema dos primeiros americanos. Quando sair o resultado do DNA poderemos determinar se o modelo dos dois componentes está correto ou não.”

As escavações realizadas até agora já revelaram vários aspectos dos grupos, desconhecidos até agora (Foto: André Strauss/Divulgação)

As escavações realizadas até agora já revelaram vários aspectos dos grupos, desconhecidos até agora (Foto: André Strauss/Divulgação)

Práticas funerárias surpreendentes

As escavações realizadas até agora já revelaram, no entanto, vários aspectos dos grupos que eram desconhecidos até agora. “Apesar das centenas de esqueletos exumados em Lagoa Santa em quase dois séculos de pesquisa, muito pouco foi discutido em relação às práticas funerárias na região”, diz Strauss.

“De acordo com as poucas descrições disponíveis na literatura, elas sempre foram caracterizadas como simples e homogêneas, incluindo apenas enterros primários de um único indivíduo e sem nenhum tipo de acompanhamento funerário.”

As descobertas de Strauss e Oliveira mudam radicalmente esse quadro. De acordo com eles, os sepultamentos da Lapa do Santo tinham uma alta variabilidade, o que contradiz a visão tradicional sobre as práticas mortuárias na região.

“Além dessa retificação histórica, a diversidade delas no local ganha relevância, porque contraria a homogeneidade de outros componentes do sítio, tais como os artefatos de pedra, os remanescentes faunísticos, a morfologia craniana e a própria composição da matriz sedimentar.”

Segundo Strauss, os sepultamentos também permitem inferir que ao longo do Holoceno Inicial grupos distintos que, possivelmente, não se reconheciam como parte de um mesmo povo habitaram a região. “Na ausência de mais datações diretas para os esqueletos, não é possível descartar a hipótese de que, em um mesmo momento, diferentes povos tenham ocupado a região”, acrescenta.

Simplificando, ele diz que é possível que, durante o Holoceno Inicial, não tenha existido “um único ‘povo de Luzia'”, expressão cunhada por Walter Neves para se referir aos grupos humanos que habitaram a região de Lagoa Santa na época, “mas sim muitos ‘povos’ e muitas ‘Luzias’, cada um único em suas idiossincrasias simbólicas, culturais e, por que não, linguísticas”.

“Assim, o registro funerário da Lapa do Santo contribui para retratar uma pré-história plural e dinâmica, onde a diversidade é a regra e elemento interpretativo fundamental”, diz.

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Fonte: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/descoberta-arqueologica-em-minas-gerais-revela-praticas-funerarias-pre-historicas-no-brasil.ghtml