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   O Serviço Social Frente à Nova Prática Funerária

        As atuais empresas funerárias têm como objetivo tratar a morte a partir de um contexto social onde prevalece o fator econômico e a prática funerária consiste em um tipo de prestação de serviço. Nesse sentido, todo assistente social que faça parte desse tipo de empresa terá que se preocupar em preservar e dar suporte ao convênio, buscando a excelência e a satisfação do cliente/ empresa.

        O assistente social atuante nessa empresa terá como objetivo oferecer um atendimento de qualidade às famílias que buscam informação, orientação e até mesmo compreensão, numa hora que nem sempre existe alguém para escutá-la.

        As funções técnico-humanistas inerentes ao trabalho do assistente social em um serviço funerário particular ocorre, principalmente, num momento de perda, o que torna a situação delicada, requerendo dele uma relação empática e afetiva. Ele deverá, inicialmente, compreender a dor e os problemas que no momento afligem a família, providenciar ou tornar mais acessíveis os meios práticos para sua orientação.

        Ao assistente social cabe respeitar de modo especial, em tal situação, a cultura característica, os valores e crenças de cada grupo familiar. Este poderá encontrar na atitude empática do profissional, o apoio de que, naquele momento, necessita.

        O assistente social terá como tarefa conciliar o cuidado e a preocupação que dirige à família e reconhecendo também a empresa enquanto atividade lucrativa. No entanto, estas duas esferas, família/ empresa, não são necessariamente opostas. O cuidado personalizado à família será essencial para a qualidade do atendimento e pode se tornar um aliado para o crescimento da empresa.

        O Serviço Social poderá contribuir para a constituição dessa nova filosofia de trabalho para o setor de Serviço Funerário, com o objetivo da melhoria do atendimento, através de um trabalho técnico, competente e comprometido com as necessidades dos clientes da empresa.

        O profissional necessita ultrapassar a frieza técnica dos serviços burocráticos, prevendo contatos empáticos e tranqüilos com os familiares, auxiliando-os no enfrentamento da perda.

        Concluímos que, um dos maiores desafios que o assistente social encontra é desenvolver sua capacidade para decifrar a realidade e construir propostas criativas, capazes de preservar  e efetivar direitos, a partir de demandas emergentes do cotidiano.

 

Fonte: TCC de tema

‘’O serviço social e a questão do luto numa empresa funerária’’

Enviado por Karine Feres Franco Gatti

 Assistente Social da Funerária Bom Pastor






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