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   Pesquisa Aponta os Riscos à Saúde no Uso de Piercing

A psicóloga mineira Renata Schaefer Moura passou por oito cirurgias e perdeu quase dois meses de trabalho. A razão? Um piercing na orelha esquerda. Renata teve uma pericondrite, forma agressiva de infecção da cartilagem. Pouca gente sabe, mas 15% dos jovens que utilizam o adereço procuram um serviço de saúde porque não agüentam a dor, o inchaço ou a febre. Um número equivalente relata complicações, mas não procura ajuda. Inflamação, sangramentos e infecção são os problemas mais comuns. Renata pertence ao porcentual dos que precisam ficar internados para tratamento: cerca de 1%.

Os dados são de uma pesquisa publicada no British Medical Journal em junho. Foram entrevistados 1.049 ingleses que usam ou já usaram piercing. Não há levantamentos semelhantes no Brasil, mas a pediatra Geni Worcman Beznos, da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, acredita que os dados no País são parecidos.

A região onde há mais complicações é a língua. Segundo o estudo britânico, cerca de 50% das perfurações no local trazem inconvenientes. Em 24% dos casos, o episódio termina em um consultório médico. "A língua é um local com muitos vasos sanguíneos", explica Geni. "Por isso, defende-se bem de infecções, apesar de inchar bastante." Mas se uma colônia de bactérias resiste e entra na corrente sanguínea, pode causar complicações sérias como a endocardite bacteriana, infecção do tecido cardíaco.

O risco motivou a criação, em São Paulo, da Lei Estadual nº 9.828, de 1997, que proíbe a colocação de piercings em menores, mesmo com a autorização dos pais. Mas é fácil encontrar lugares que fazem o procedimento em adolescentes.

Cerca de 50% das mulheres britânicas de 16 a 24 anos utilizam piercing. Geni também acredita que é o grupo de maior incidência no Brasil. A advogada Milena Nunes Lemos de Melo tinha 19 anos quando colocou oito piercings em cada orelha. Meses depois, ao procurar estágio, resolveu tirá-los. Nos furos brotaram quelóides - cicatrizes anômalas que não param de crescer. Ela procurou o Hospital das Clínicas e iniciou um tratamento que durou três meses e incluía infiltração de cortisona. "Foi um calvário", afirma Milena. Cinco anos depois, há só um quelóide na orelha esquerda.






Fonte: http://cienciaesaude.uol.com.br - AE


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