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   Funerária no Brasil, Ano Novo, Nada de Novo



Até quando o setor vai continuar com seu formato original, ou seja, cada um para si. As entidades associativas em nada têm melhorado a vida das empresas. Uma lei (que não dá em nada) aqui, uma feira ali. Onde estão os resultados de sua mensalidade? Um curso aqui, outra reunião ali. E mais um ano vai passar e o setor continuará o mesmo. O setor ainda carece de entidades (não pessoas dotadas de vaidade e orgulho) que desenvolvam a organização e progressão da atividade funerária.

Tem muita gente usando as entidades em beneficio próprio. Saem por cantos das cidades, nos estados, dando 'carteirada' em prefeituras, políticos e outros. Apresentam uma categoria unida, um universo de empresas, de pessoas, mentindo unidade e coesão. Quando alguns dos ludibriados clareiam usas vistas, percebem um grupo minúsculo que visa beneficio próprio.

Por que é que a regulamentação dos planos funerários não alcançou seu objetivo? Fontes fidedignas, oficiais e oficiosas informam que o interesse de monopolizar, controlar e defender em causa própria o assunto regulamentação foram as causas do descaso do poder publico na resolução desse que será um grandes alavancadores da ordem e progresso do setor.

A falta de interesse da própria classe funerária torna a atitude de qualquer mal intencionado (ou bem intencionado para si) perigoso bastante o futuro das empresas. A eleição de um representante por exemplo, que deseje assentar um cargo publico, não pode surgir da vontade exclusiva de dois ou três senhores. A consulta ao setor deve e tem que ser feita. Mas se já é difícil conquistar a unidade para as coisas menores, imagino com será para os grandes feitos.

Então voltamos ao ponto inicial. O setor fica abandonado e aberto a grileiros e posseiros. A omissão tem seus preços. Geralmente aquele que não cuida de sua propriedade a perde para os que parecem ser menos pretensiosos, aos que passam horas em suas mentes imaginando e arquitetando aproveitar o 'sono' dos incautos.

Houve numa determinada época uma explosão de desenvolvimento, de união (quase total) de todo o setor. A aparente coesão, coligação aproximou gente de todos os lugares. O seguido abandono dessa causa devolveu ao setor as características anteriores, que são neste momento as atuais, que é o abandono de desenvolvimento. Até para quem pretender um cargo publico de representatividade para o setor sofrerá o ônus da omissão de idéias e atitudes grupais.

Em suma, o Brasil funerário é altamente viável, rentável e está jogado ao bel prazer de quem quiser. As culpas, as causas de um futuro complicado estão materializadas nos estados, nas cidades, nas empresas e mais precisamente nas mesas e cadeiras desses lugares. Atirar pedras amanhã será a única atitude que restará aos acomodados de hoje. O setor será loteado e os donatários assumirão suas capitanias.

Imaginar que este meu texto fosse trazer votos de paz, saúde, felicidade e outras 'perolas' de ano bom é realmente a minha intenção pessoal a todos os colegas, mas em se tratando de desejar votos de ano bom para empresas e para o setor em geral, não ousaria ser mais um hipócrita.

Realmente não vejo um ano novo para as funerárias. Vejo um ano velho,de coisas velhas, com idéias dissimuladas e repletas de gente com intenção mordaz.

Esse ano bem que poderiam surgir lideranças legitimas. Estes são meus sinceros votos.


Fonte: Por: Rubens Vocci - Rubinho


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